500 anos até o SUS: a história da saúde pública no Brasil | Odontologia News
Da canja de galinha das Santas Casas à vacina obrigatória de Oswaldo Cruz, das caixas de pensão dos anos 20 à Constituição de 88: a trajetória que criou o maior sistema público de saúde do mundo. Destacamos um vídeo que você vai gostar de assistir.
Assistir no YouTubeEsta edição em vídeo, com narraçãoColônia e Império: saúde para poucos
Por quase 400 anos, o acesso ao tratamento dependeu da classe social: nobres tinham médicos e remédios; ao povo restavam as Santas Casas de Misericórdia — pobres, de caridade e canja — e os curandeiros, grandes conhecedores das ervas medicinais. As reformas de Dom Pedro I criaram faculdades e órgãos de higiene, mas pouco mudaram: o Brasil seguia com fama de país doente.
República: sanitaristas e as primeiras conquistas
De 1900 a 1920, reformas urbanas e sanitárias enfrentaram as epidemias. Oswaldo Cruz encarou revoltas populares para tornar a vacinação contra a varíola obrigatória. Nos anos 20 nasceram as CAPs, caixas de aposentadoria e pensão criadas pelos trabalhadores — embrião da previdência. Vargas as ampliou nos IAPs e, em 1943, a CLT trouxe assistência médica e garantias trabalhistas.
Do INPS à Constituição de 88
Em 1966, o INPS unificou a previdência, mas a saúde recebia só 1% do orçamento da União e virou mercadoria nos planos privados. A virada veio da sociedade: a 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986, propôs o direito universal à saúde — e seu relatório virou a base do capítulo de saúde da Constituição de 1988, que criou o SUS.
O recado: O SUS estabeleceu saúde gratuita e de qualidade como direito de todos e dever do Estado — artigo 196 da Constituição. Os avanços são inegáveis e os desafios, imensos: financiamento, gestão e qualidade seguem em disputa. Quem trabalha com saúde entende melhor o presente conhecendo essa trajetória. Salve este post e compartilhe com um colega.
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